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18/12/2017 | 13h:51

CRP14/MS participa da redação da nova Carta de Bauru

Entre os dias 08 e 09 de dezembro de 2017 foi realizado o “Encontro de Bauru: 30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios”. O evento reuniu cerca de 2 mil pessoas, entre pacientes, familiares, profissionais, representantes de entidades da sociedade civil, dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e das Comissão Intergestores Tripartite, no ginásio da Universidade do Sagrado Coração, em Bauru (SP).

Presente no Encontro de Bauru, o Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso do Sul (CRP14/MS) foi representado pelas(os) conselheiras(os) Irma Macário, presidente do CRP14, Marilene Kovalski, presidente da Comissão de Saúde e Ética, e  Rômulo Said Monteiro, Secretário-Geral do Conselho.

A programação do evento foi marcada por atividades culturais e homenagens póstumas a militantes da luta antimanicomial que ajudaram a redigir a Carta de Bauru, há 30 anos. Vale lembrar que em dezembro de 1987, trabalhadores da saúde mental reunidos em Bauru escreveram o manifesto que marca o início da luta antimanicomial no Brasil e representa um marco no combate ao estigma e à exclusão de pessoas em sofrimento psíquico grave. Com o lema “Por uma sociedade sem manicômios”, o congresso discutiu as formas de cuidado com os que apresentam sofrimento mental grave e representou um marco histórico do Movimento da Luta Antimanicomial, inaugurando nova trajetória da Reforma Psiquiátrica brasileira. 

Trinta anos depois a Nova Carta de Bauru foi redigida através de roda de conversas com a participação de famílias, usuários, estudantes e profissionais. Em cada espaço de debate, discutiu-se a situação atual e as medidas que o governo atual quer implementar, que ameaçam com retrocessos o tratamento da Saúde Mental no Brasil.

A Nova Carta de Bauru é mais ampla e contempla a infância e a juventude. Em um dos trechos do documento diz que “que “a presença protagonista de crianças e adolescentes e seus familiares nesse encontro é um marco histórico e indica a importância da continuidade e avanço das políticas públicas de saúde mental intersetoriais para crianças e adolescentes, na perspectiva do cuidado sem controle, garantindo seu direito à voz para a construção de uma sociedade livre de manicômios. Cuidar da infância e adolescência em liberdade é fundamental na nossa luta”.

Na ocasião, o conselheiro Rômulo realizou um sociodrama colocando em destaque o contexto da luta antimanicomial

 
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