Pesquisa mostra dados sobre violência e preconceito nas escolas | Conselho Regional de Psicologia CRP14/MS
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07/11/2016 | 14h:37

Pesquisa mostra dados sobre violência e preconceito nas escolas

A violência e o preconceito nas escolas têm preocupado o poder público e toda sociedade, principalmente, pela forma como estes tem se configurado. Para entender melhor esse fenômeno, o Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira - FENPB (CFP,ABEP, ABRAPE e FENAPSI), em parceria com Ministério da Educação (MEC) e o Sistema Conselhos de Psicologia, realizou uma Pesquisa Nacional sobre tema que contou com 10 universidades brasileiras.

No Mato Grosso do Sul, a coordenação da pesquisa ficou a cargo da professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Sonia Urt, que também coordenou os trabalhos em Goiás. Os resultados da pesquisa foram apresentados ao público em um evento especial com a presença de autoridades e profissionais da área.

A pesquisa “Violência e Preconceito na Escola” foi dividida em duas etapas. A primeira levantou a produção bibliográfica sobre o tema e, a segunda etapa, foi a campo.  Ao todo foram visitadas 40 escolas em todo Brasil, mais de 1.5 mil participantes, sendo 1029 estudantes, 379 funcionários da educação e 129 pais. 

Entre as preocupações identificadas pelos pesquisadores, a naturalização da violência no discurso dos estudantes é o que mais chamou a atenção.

Para a professora Marilda Gonçalves Dias, coordenadora nacional da pesquisa, os relatos coletados mostram que a violência está presente no cotidiano, seja na precariedade das instalações escolares, seja no relacionamento professor/aluno, ou mesmo no âmbito familiar. “A violência é social, não é um fenômeno natural, mas uma condição presente nas relações sociais e a pesquisa mostra bem isso. Muitos dos atos violentos que encontramos na escola estão associados ao contexto social que produz a violência de diversas formas diferentes”, comentou.

O relatório oficial da pesquisa como todos os dados obtidos e o perecer da equipe de pesquisadores deve ser publicado no ano que vem, no primeiro semestre de 2017. 

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